Resenha: Melhores Amigas

escrito por - segunda-feira, abril 17, 2017


Este foi um livro do qual estava muito ansiosa para ler, desde que li a sinopse fiquei animada e sabia que tinha que ter ele para leitura. Mas ao terminar a leitura me deparei com um misto de sensações, entre perda de tempo e reflexão sobre alguns aspectos das decisões que tomamos ao longo da vida. Mas creio que esta reação que tive foi pelo motive que não encontrei o que imaginei que seria.




Título: Melhores Amigas
Autor(a): Emily Gould
Editora: Rocco
Páginas: 251
Ano de Publicação: 2017
Gênero: Chick-lit
Nota: 3/5
Obs: Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Bem-sucedido romance de estreia de Emily Gould, Melhores amigas pinta um retrato honesto e bem-humorado da mulher na faixa dos 20 e tantos aos 30 e poucos anos hoje, com suas expectativas e seus questionamentos. Segundo da coleção Geração Ha, o livro acompanha as trajetórias de Bev e Amy, amigas de longa data que chegaram aos 30, mas ainda não encontraram seu rumo na vida, entre escolhas pessoais e profissionais duvidosas. Ao longo da trama, entre sushis, taças de vinho e cigarros ocasionais, elas dividem seus planos e suas incertezas uma com a outra. Mas a amizade é posta à prova quando o plano de Amy de morar com o namorado naufraga, ao mesmo tempo em que Bev engravida de um desconhecido. Juntas, elas terão que descobrir se a amizade é capaz de resistir à força do tempo e às reviravoltas da vida, nesta deliciosa crônica da vida da mulher moderna.

Imaginei que seria a história de duas amigas muito unidas e que iriam superar as dificuldades
Mas antes de explicar melhor sobre as minhas impressões sobre o livro irei explicar as principais desta história. Nesta história teremos em foco Amy e Bev, iremos ter o ponto de vista de ambas dentro do livro, iremos entender o que ambas estão achando das consequências de suas escolhas.


Amy não foi um personagem que eu me encantei, na verdade não consegui me encantar por nenhuma das duas. Mas Amy é aquele tipo de personagem muito egoísta e extremamente imatura. Claro que sempre temos os nossos momentos, seria hipocrisia minha falar que não, mas ela simplesmente não conseguia parar. A imaturidade dela não foi uma coisa que me incomodou muito no início, até aonde uma pessoa pode ir para simplesmente manter as aparências? Fica o questionamento.

Bev já é totalmente o contrário da melhor amiga, em muitos mais muitos aspectos mesmo. Ela é do tipo que desde pequena foi muito oprimida e na fase adulta continuou assim. Sempre se sentindo invisível quando a amiga está perto e nunca fazendo nada para tentar mudar isso. Apaixonada por livros seu maior sonho é trabalhar com eles, ser uma editora e trabalhar somente com isso, mas a vida nem sempre é como planejamos. Morando em NY, passando dificuldades acaba aceitando o trabalho que aparecer, tudo para conseguir ter algum no fim do mês.
"Talvez Bev tivesse decidido aturar Amy porque ela própria já fora alvo daquele Bat sinal. Amy era assim: dizia e fazia a coisa certa no momento certo com a mesma frequência com que dizia e fazia a coisa errada no momento errado."
Na minha concepção, ser amiga é apoiar, estar do lado da outra para o que precisar, mas não necessariamente ter que passar a mão na cabeça da outra, as vezes um puxar de orelha por mais que a gente não goste é necessário. Mas após a leitura cheguei à conclusão que temos sim que amar nossos amigos, temos que cuidar deles, mas acima de tudo temos que amar a nós mesmos também. Tudo tem um limite, porque uma amizade não haveria de ter?


A autora conseguiu mostra o lado belo e o lado feio de uma amizade, mas o que mais me desagradou no livro foi a narrativa, a fluidez da escrita para mim foi extremamente agoniante. Eu me sentia lendo por horas, mas quando ia ver, não tinha lido nem 20 páginas. E por conta disso digo que não gostei. A história é reflexiva? Sim. A história te faz ver que em alguns aspectos você também faz aquilo e que talvez não seja o certo? Sim. Mas por conta da maneira que foi elaborada se tornou uma leitura um tanto cansativa para mim.

Mas apesar dos pesares eu indico sim o livro para refletir, e ver talvez que você pode estar sendo o oprimido ou talvez a imatura que acha que tem que ser o centro de tudo e somente você tem pesares na vida.

Bom é isto espero que tenham gostado.
Beijos.

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14 comentários

  1. Oiii amiga tudo bem?
    Fiquei bastante interessada nesse livro que tu trouxeste, eu gosto de obras que abordam esse tema e acabo sempre rindo horrores, fiquei apaixonada pelas suas fotos como sempre né minha amiga, e fico feliz de ler sempre sua sinceridade no blog.
    Abraços

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  2. O que achei mais legal foi de abordar o lado feio e bonito de uma amizade, que pena que a leitura não foi tão satisfatória pra você, desejo boas leituras. Parabéns pelas fotos e resenha

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  3. 'Amy é aquele tipo de personagem muito egoísta e extremamente imatura.' conheço muita gente assim e que por falta de paciência acabei me afastando, mas a amizade não acabou. 'até aonde uma pessoa pode ir para simplesmente manter as aparências?' tem gente que faz coisas que até Hitler se assustaria, sério.

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  4. Olá,

    Achei o tema do livro tão fofo para ser abordado, e fico triste em saber que a autora não foi capaz de criar uma história engrenada e fluída. Eu tenho um grande problema com escritas não engrenadas,então vou deixar a dica passar, infelizmente.

    → desencaixados.com

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  5. Olá!
    Concordo contigo, amiga verdadeira está sempre que possível ao lado, apoiando ou ralhando. Mas, sempre presente. Achei que o livro fosse arrancar gargalhadas, mas pelo visto arrancou-lhe contrariedades. rsrs
    abraço
    Nizete
    Cia do Leitor

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  6. Oi, Kah!
    Eu tenho sérios problemas com livros com narrativas cansativas. Pois sempre me irrito com esse tipo de leitura e pelo visto, esse seria o caso. Além disso, a obra não me chamou tanto atenção, mesmo que sua resenha tenha ficado ótima. Vou passar a dica? Talvez, mas no momento, não me vejo lendo esse livro.

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  7. Oi, Kah!
    Infelizmente, assim como você ressaltou, relações de amizade podem ser tão destrutivas quanto algumas relações amorosas. Acredito que é dever de amigo puxar a orelha sim e se isso afastar a pessoa é porque não era amizade.

    Beijos!
    Gatita&Cia.

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  8. É uma pena que a história não tenha te agradado tanto, é muito ruim quando um livro que desejamos se torna maçante, é decepcionante. Eu gosto bastante de chick-lit, e sobre amizade eu amo! E amizade de fato não é só apoio , abraços e beijos , é puxar a orelha mesmo e ser o mais sincero possível para que a amizade dê certo, acho legal que a autora traga o positivo e o negativo em uma amizade. Beijos!

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  9. Olá, tudo bem?
    Que pena que a leitura te decepcionou. Não conhecia essa obra ainda, mas achei a premissa interessante. Porém, é muito frustrante quando um bom enredo e uma história reflexiva são prejudicados por uma narrativa arrastada.
    De qualquer forma, adorei sua resenha e achei muito importante você dar sua opinião sincera.
    Beijos!

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  10. Olá Kah, esse não é o tipo de leitura para mim, as protagonista com certeza me desagradaria e como já ando em um ritmo de leitura mais lento essa narrativa me deixaria muito tempo presa ao livro =/

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  11. Oii
    Gostei desse livro!
    parece ser bem realista e gosto de livros assim! Quando se rata de amizade sempre tem muita história! pena que você não gostou tanto do livro, acho que eu gostaria mais que você. se tiver oportunidade, lerei!
    bjus

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  12. Oie
    eu adorei a capa e parece ser uma leitura bem interessante, que pena que teve ai uns pontos meio negativos mas mesmo assim eu arriscaria

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  13. Oi, tudo bem?
    Eu ainda não conhecia esse livro ainda, mas de cara fiquei animada porque gosto de histórias sobre amizades, mas lendo seus comentários fiquei com um pé atrás, porque apesar de ser uma história reflexiva, há vários pontos negativos que me fizeram perder um pouco do interesse.

    Beijos :*

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  14. A premissa desse livro não tinha me atraído de cara, e sabendo dessa falta de fluidez realmente não tenho vontade de ler. Odeio essa sensação de que a gente leu por horas e quando vai ver quase não avançou​ na leitura, me dá uma agonia profunda.

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