A Chave dos Mundos

Resenha: A Chave dos Mundos

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Título: A chave dos Mundos
Autor (a): Zeca Machado
Editora: Clube dos Autores
Páginas: 405
Ano de Publicação: 2014
Gênero: Fantasia
Adicione: SkoobNota: 4/5
Esta resenha foi publicada, por mim, no blog Eu Pratico Livroterapia
Sinopse: Em um mundo distante, tudo corria bem na cidade de Cirrot, quando Ziloun, o sumo sacerdote do templo de Urttor, avistou ao longe uma sombra que começava a se formar.
Durante o inverno, após dez anos de casado, o mestre ferreiro Liohr e sua esposa, que viviam em um ponto afastado da cidade, acabaram de receber o maior dos tesouros em seu humilde lar: o nascimento de duas lindas meninas.
A família não tinha o menor conhecimento dos acontecimentos até seguirem para a cidade, durante o equinócio da primavera para agradecer aos deuses o inestimável presente.
Na cidade destruída, Liohr é alertado por seu maior amigo, que o exército negro seguindo uma profecia, procurava por uma criança recém nascida.
Buscando segurança, Liohr decide fugir com sua família para terras distantes.
Perseguidos pelos soldados, Liohr com uma de suas filhas se separa da esposa e do outro bebê.
Salvos, viveram em uma vila élfica por dezessete anos, desconhecendo o paradeiro do restante da família.
O ferreiro sentia em seu coração que a esposa e a outra filha permaneciam vivas e, quando sonhos estranhos começam a povoar a mente da jovem Narhen, chamando-a por caminhos obscuros, pai e filha decidem partir a procura de respostas.



Resenha: A História começa no que me parece ser algum tempo atrás, onde Grodhel, governador da província de Cirròt vai ao encontro de um Sacerdote e esse lhe revela que uma poderosa sombra está chegando e que o fim da humanidade como é conhecida está próximo, ele volta à sua província com este fardo e o guarda para si, a fim de não alardear seu povo.


Paralelo a isso, conhecemos Liohr que é considerado o melhor ferramenteiro da província de Cirròt, que mora com sua esposa Asilr um pouco afastado da cidade.

Estão casados a 10 anos e, mesmo querendo muito, o casal ainda não têm filhos. Isso deixava Asilr intrigada e ela chegou a imaginar que a deusa da fertilidade a castigara, então um dia, ela engravida. Faz segredo do seu marido para que ele não crie esperanças, até que sua barriga se pronuncia e o segredo se torna desnecessário. Durante um rigoroso inverno ficam presos em sua casa e nessa época, sozinhos ela dá a luz não a uma, mas duas meninas que chamam de Ishiá e Narhen, como estão sós, ele mesmo faz o parto e nesse momento percebe que uma tem o olho esquerdo verde e o direito azul, e a outra, o inverso, como se olhassem em um espelho. Como o inverno está castigando bastante eles esperam algum tempo para poder ir a cidade apresentar as filhas aos seus amigos, chegando lá, descobrem que não existe mais cidade. Soldados e mercenários destroem tudo e matam todos a procura de uma menina. Liohr se põe a fugir com sua família sem olhar para trás e passam por inúmero perigos, mas enfim conseguem um lugar bem refugiado, lá ele faz uma casinha e eles vivem felizes...por um tempo...

Logos são descobertos, as meninas engatinham então passou menos de um ano, os soldados vão a sua procura, só que Liohr tinha saído para caçar e Asilr aproveitou que as meninas estavam dormindo e acabou cochilando, quando acorda,  Narhen tinha sumido e ela começa a gritar, chamando-a e os guardas a escutam, encontram e aprisionam a mãe e Ishiá.

Narhen que tinha engatinhado para a margem do rio é salva por seu pai que acaba caindo com ela e somem. Assim a família se separa e as meninas crescem, cada uma num lugar diferente, já que as duas foram resgatadas com seus pais por diferentes povos mágicos.

O tempo passa e um sonho faz com que as meninas sintam que estão todos vivos e que precisam se encontrar. Narhen começa então uma verdadeira odisseia com seu pai, encontrando muitos perigos pelo longo caminho que precisam percorrer, mas encontrando também alguns bons amigos, que os ajudam e acompanham. Livrando-os do perigo quando necessário, acreditando e confiando que os instintos que Narhen tem e não sabem de onde vêm estão certos.


Quando se trata de fantasia o autor caprichou como nunca tinha lido nada antes. Sonhos, Sacerdotes, Ninfas, Anões, Elfos, tudo o que ronda o imaginário do ser humano acerca de fantasia encontramos aqui. Apesar desses nomes pra lá de complicados que eu confesso, não consegui pronunciar nenhum (e olha que eu tentei), o livro tem uma linguagem fácil, diálogos simples, não é uma leitura monótona e se você soltar a imaginação, vai se ver em cenários exuberantes, com cavalos alados e aranhas gigantes, com amizades verdadeiras e desinteressadas, com amor e entrega...Enfim, é uma história envolvente e gostosa que flui de maneira leve, quando vemos, acabou e nem notamos.

Não há casal na história além dos pais das meninas, ou seja, o autor focou mais na viagem de reencontro e isso não fez falta, parece que no próximo livro haverá, mas aqui foi algo tão sutil que passa sem que se perceba.

Não encontrei erros e a diagramação está perfeita. O livro tem folhas amarelas o que é uma maravilha e a capa é tão fofa, que só de vê-la já quis ler. No meio da leitura tem alguns desenhos que acabou me deixando curiosa, mas aí fui entendendo que tinha a ver com o que aconteceria naquele capítulo.



Os personagens são bem construídos, as irmãs são bem fortes, cada uma a sua maneira e nem os personagens secundários deixam a desejar, precisam todos estar lá como estão.

Enfim, recomendo a leitura para quem, como eu , é apaixonado por fantasia!!!


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